terça-feira, 24 de março de 2009

O Mundo

Se engana aquele que diz que nada é perfeito
olhando em volta verá, o quão perfeito é nosso mundo
Perfeito em imperfeições.
Tudo parece tão perfeito para a vida,
a gravidade moderada que nos prende no chão,
Um período de luz, outro de trevas,
o ciclo das águas, a Chuva, águas que vem dos céus,
tão corriqueira, mas única.
a movimentação do ar, das marés, do Mundo.
Movimentado por cada existência,
cada amontuado de átomos perfeitamente montados
por coincidência ou não. Esse também formam
animais, que tem seus papéis definidos,
cumprindo sua função para a continuidade do ciclo,
o ciclo do Mundo.
E o Homem, não tem um papel a seguir instintivamente,
ele é livre,livre em seus pensamentos, ou essa liberdade que
define seu papel institivo?
Seus pensamentos que fluem de acordo com sua vontade,
ou por Emoções, únicas para cada homem
Sentimentos que não podem ser explicados,
apenas Sentidos,
sejam eles vistos,
ouvidos,
apalpados,
degustados,
olfatados
ou simplesmente e apenas sentidos.
Seria um equívoco pensar que não podemos criar,
apenas modificar?
Talvez o homem não possa criar emoções
Mas é capaz de provocá-las,
E mais ainda através de algo único em sua concepção:
A Arte.
Através de um desenho, uma pintura, encenação,escrita,música
ou fala
cada um feito de uma delas transmite uma sensação
diferente, sejam boas ou ruins.

A única coisa que é igual para tudo,
é a diferença
Cada um é único, e essa é a importância dele
apenas ele pode fazer seu papel para
O Plano do Mundo.
Um plano que desconhecemos mas fazemos parte,
nele a única certeza da vida, é a morte.

As idéias antagônicas
aparecem sempre juntas
dependem dessa diferença para mover o Mundo.
E se morrer é nossa certeza,
entre esse meio tempo é nossa incerteza.
Fazer da vida o melhor possível,
para cada um,
uma expectativa de melhor é diferente.
E a diferença, nos liga novamente,
conectando o Mundo.

Mas entre tantas diferenças, temos tanto em comum
o mesmo mar,
o mesmo chão,
o mesmo Céu,
e um só destino.
Na noite, em um céu limpo, há pontos brilhantes
distribuídos de forma harmônica,
essa mesma harmonia encontra-se em todo o Universo,
e faz que com que tudo nele exista.

Tudo é tão perfeito para a vida,
Perfeito em Imperfeições


- Por Fábio Kanashiro.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Capítulo 6- Mestres

Era manhã, eu ia para escola e depois me encontrava com Sr.Nonel.
Contei a ele sobre Spark, disse também que estava certo quanto a presença que eu estava sentindo nos últimos tempos, era de Spark. Nonel me contou que também sentia, mas quando perguntei, ele disse que não era nada demais, afinal, não era uma presença que colocasse em risco minha vida, mesmo assim, acho que ele deveria ter me contado, dizendo que estava certo quanto ao que sentia, mas nunca conseguia ficar bravo com Sr.Nonel, ele tinha uma energia diferenciada.
Ele falou que realmente os treinamentos físicos exercidos por ele não eram os melhores, que se quisesse treinar com Spark, eu quem deveria decidir.

Três dias depois encontrei Spark, bem próximo ao local que eu treinava com Sr.Nonel. Íamos começar o treinamento, e no dia seguinte, eu iria apresenta-lo ao Nonel.
No dia seguinte começávamos o treinamento,mostrava-se bem rígido, era muito exaustivo, primeiramente me condicionaria, depois me ensinaria técnicas e movimentos de combate.Já estava escuro,eu ainda corria e fazia exercícios, e Spark sempre lá me dando apoio, até mesmo falando coisas engraçadas, com isso o tempo voava, parecíamos amigos a muito tempo, acho que era o fato de nos reconhecermos uns nos outros, tínhamos muito em comum.Ele também sonhava alto, e queria mudar o mundo, mas ao falar disso ficava evasivo, pelo que percebi, acho que ele começou a entender esses fatos e conhecimentos tardiamente, e via esperança de seu sonho poder ser realizado por mim. Eu não ia decepciona-lo.
No dia seguinte, após a escola, fui até a beira do rio, e para minha surpresa, já estavam lá Sr.Nonel e Spark, conversando.
-Olá pessoal.
-Olá- respondiam os dois sorridentes.
-Já se conheciam? - Perguntei a eles
-Ahn? Não... estávamos aqui, começamos a falar de algumas coisas...-Disse Spark
-Peraí, então não sabem quem é quem?
Olharam um para a cara do outro tentando reconhecer um ao outro.
Eu sorri. - Bom, Spark, esse é Sr.Nonel,Sr.Nonel, esse é Spark.
Ambos sorriram surpresos, e se comprimentaram.
Apesar de Spark ter nos vigiado não tinha notado que aquele era Sr.Nonel.
-Nossa! nem me dei conta de sua presença-Olhava para meu Tutor -Sr. Nonel, eu acho que já te vi antes, ou melhor, sua presença, ela...-Falava Spark quando foi enterrompido por Nonel.
-Minha presença, a todos dizem isso, que causo tranquilidade, que bom isso não é! Me sinto honrado!
Ele olho meio estranho para ele, eu olhei para ambos sem entender nada.
Conversamos muito, falaram sobre treinamentos, e Nonel comentava que em breve, começaria a aprender a fazer coisas mais surpreendente, fora dos padrões das pessoas que não se empenham, eu ficava muito ansioso, parecia algo inimaginável, como em um filme.
O dia acabava, o treinamento como sempre foi severo. Nos despedíamos, e Spark seguia pelo mesmo caminho que eu.
As ruas estavam desertas.
Ele parava de andar e me segurava pelo braço.Olhei para Spark, seu olhar estava fundo.
Tirava um canivete do bolso, erguia a lâmina do mesmo, armava seu braço em minha direção,meus olhos focaram-se na arma branca, Spark arremessava-o.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Capítulo 5 - Spark

Eu não sabia o que fazer, quando corri, ele me alcançou com facilidade, encara-lo de frente, seria abusar muito da sorte, afinal ele era bem mais forte do que eu,não estava pronto para uma luta com aquele homem, não estava treinado o suficiente.
-O que você quer? Me responda!- Eu elevava a voz para ele que apenas continuava a caminhar em minha direção,dava um pequeno sorriso.
No momento seguinte desferia um chute alto contra mim, o qual pude me abaixar , evitando o golpe que foi seguido por outro chute, joguei meu corpo para trás e me esquivei mais uma vez, apesar de estar me saindo bem, não me passava pela cabeça enfrenta-lo, o que parecia justamente o que ele queria.
Um movimento, extremamente rápido, e a mão dele já estava envolvendo minha face, sua mão cobria quase meu rosto inteiro, e um segundo movimento, empurrava minha cabeça contra uma parede, ele parecia ter regulado sua força, pois apesar da pancada ter doído muito, ele poderia ter muito bem me desmaiado com um golpe desse tipo.
Eu estava sonzo, e tentava de forma ridícula me afastar dele.
-Vamos, lute. Não é pra isso que está treinando?!?!
Com uma de minhas mãos na cabeça, e andando meio torto respondia:
-Não. Estou treinando pra um mundo melhor!Estou treinando para acabar com as conspirações que provocam o mal nesse mundo!
-Pois então você tem que estar pronto para lutar!
Ligeiramente o homem desferia um soco em minha barriga, o qual consegui apartar um pouco o impacto com minhas mãos.
O que ele disse era verdade, se nem ao menos poderia sobreviver àquela batalha, como poderia mudar o mundo,se em meu primeiro obstáculo eu não poderia fazer nada,nem mesmo tentei lutar.
Apesar do medo e de minha insegurança, minha vontade me movia, respirava fundo e desferia um soco em direção ao rosto do homem.
Ele bateu em minha mão desviando o soco, ele sorria, desferi mais golpes contra o homem, os quais eram facilmente evitados pelo mesmo, aquilo me irritava, apesar de querer sair daquela situação, não conseguia arrumar uma forma de faze-la, me sentia tão limitado, inútil.
Eu já estava ofegante, e ele me golpeou com um soco na cara que nem pude reagir, cai no chão, já não aguentava mais, mas com força e com vontade, me obriguei a levantar, agora em pé, voltava ao mesmo dilema,eu não sabia o que fazer.
-O que você quer... se quisesse já poderia ter me derrotado... - Eu tomava ar- por quê??? Me diz, o que quer comigo?
Ele se movia muito rápido, eu pisquei,e foi o suficiente para que minha próxima visão fosse seu punho diante de minha face, ele o recolhia suavemente.
-Estava te testando.- Lançava um breve sorriso.
Eu ofegava, e esperava que ele se explicasse sem que eu perguntasse, e foi o que logo aconteceu.
-Ando te observando,vi seus treinamentos, vi que mentalmente você evoluiu, apesar de seu corpo estar debilitado, você quis prosseguir, parece estar decidido, porém como viu, só isso não basta, se fosse realmente alguém que quisesse ter matar,o teria feito.
Eu apenas observava e ouvia, enquanto me recuperava do cansaço e sentia as dores diminuirem.
-Quero lhe fazer uma proposta.
Olhava para ele, nem estava cansado, e permanecia com um sorriso estampado na face.
-Qual é?
-Sr.Nonel, te treina mentalmente, enquanto eu te treino físicamente. Que tal?
-Me treinar?Porque faria isso? -Não pensei duas vezes para perguntar, afinal, ele parecia entender o que estava acontecendo no mundo e qual era meu objetivo.
-Eu vi em você dedicação, vontade, e principalmente,potencial. Eu acredito que você possa realmente conquistar seu sonho.
-Não é um sonho, é um objetivo.- Me aprontei a dizer.-Você sabe a diferença? -Perguntei a ele.
-Não exatamente...-Ele me olhava estranhamente mas com um ar contente, agora parecia querer saber o que eu pensava.
-Sonhos não se realizam, só são almejados,já os objetivos, esses sim se tornam reias.
-Então, devo corrigi-lo. Você quer realizar um sonho.-Frizava bem a última palavra - E talvez possa ser o primeiro a mostrar que sonhos também podem ser alcançados assim como objetivos.
Eu me calei. Era verdade, a escala em que meu objetivo se encontrava, assumia papel de sonho. Um sonho o qual estava determinado a tornar real.
-Você está certo. -Eu sorria, apesar de levemente ferido.Ele também sorria. Então me ajudava a andar.
-Aliás, conheço sempre as pessoas ao contrário...-Eu ria comigo mesmo- qual seu nome?
-Spark.
Ele terminava sua frase apenas com seu nome, afinal já sabia o meu.
-Hum, e o que vou falar pra minha mãe quando chegar em casa todo arrebentado assim?
Ele me examinava.
-Ué, fala que caiu de bicicleta. - Ambos rimos.