quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Capítulo 5 - Spark

Eu não sabia o que fazer, quando corri, ele me alcançou com facilidade, encara-lo de frente, seria abusar muito da sorte, afinal ele era bem mais forte do que eu,não estava pronto para uma luta com aquele homem, não estava treinado o suficiente.
-O que você quer? Me responda!- Eu elevava a voz para ele que apenas continuava a caminhar em minha direção,dava um pequeno sorriso.
No momento seguinte desferia um chute alto contra mim, o qual pude me abaixar , evitando o golpe que foi seguido por outro chute, joguei meu corpo para trás e me esquivei mais uma vez, apesar de estar me saindo bem, não me passava pela cabeça enfrenta-lo, o que parecia justamente o que ele queria.
Um movimento, extremamente rápido, e a mão dele já estava envolvendo minha face, sua mão cobria quase meu rosto inteiro, e um segundo movimento, empurrava minha cabeça contra uma parede, ele parecia ter regulado sua força, pois apesar da pancada ter doído muito, ele poderia ter muito bem me desmaiado com um golpe desse tipo.
Eu estava sonzo, e tentava de forma ridícula me afastar dele.
-Vamos, lute. Não é pra isso que está treinando?!?!
Com uma de minhas mãos na cabeça, e andando meio torto respondia:
-Não. Estou treinando pra um mundo melhor!Estou treinando para acabar com as conspirações que provocam o mal nesse mundo!
-Pois então você tem que estar pronto para lutar!
Ligeiramente o homem desferia um soco em minha barriga, o qual consegui apartar um pouco o impacto com minhas mãos.
O que ele disse era verdade, se nem ao menos poderia sobreviver àquela batalha, como poderia mudar o mundo,se em meu primeiro obstáculo eu não poderia fazer nada,nem mesmo tentei lutar.
Apesar do medo e de minha insegurança, minha vontade me movia, respirava fundo e desferia um soco em direção ao rosto do homem.
Ele bateu em minha mão desviando o soco, ele sorria, desferi mais golpes contra o homem, os quais eram facilmente evitados pelo mesmo, aquilo me irritava, apesar de querer sair daquela situação, não conseguia arrumar uma forma de faze-la, me sentia tão limitado, inútil.
Eu já estava ofegante, e ele me golpeou com um soco na cara que nem pude reagir, cai no chão, já não aguentava mais, mas com força e com vontade, me obriguei a levantar, agora em pé, voltava ao mesmo dilema,eu não sabia o que fazer.
-O que você quer... se quisesse já poderia ter me derrotado... - Eu tomava ar- por quê??? Me diz, o que quer comigo?
Ele se movia muito rápido, eu pisquei,e foi o suficiente para que minha próxima visão fosse seu punho diante de minha face, ele o recolhia suavemente.
-Estava te testando.- Lançava um breve sorriso.
Eu ofegava, e esperava que ele se explicasse sem que eu perguntasse, e foi o que logo aconteceu.
-Ando te observando,vi seus treinamentos, vi que mentalmente você evoluiu, apesar de seu corpo estar debilitado, você quis prosseguir, parece estar decidido, porém como viu, só isso não basta, se fosse realmente alguém que quisesse ter matar,o teria feito.
Eu apenas observava e ouvia, enquanto me recuperava do cansaço e sentia as dores diminuirem.
-Quero lhe fazer uma proposta.
Olhava para ele, nem estava cansado, e permanecia com um sorriso estampado na face.
-Qual é?
-Sr.Nonel, te treina mentalmente, enquanto eu te treino físicamente. Que tal?
-Me treinar?Porque faria isso? -Não pensei duas vezes para perguntar, afinal, ele parecia entender o que estava acontecendo no mundo e qual era meu objetivo.
-Eu vi em você dedicação, vontade, e principalmente,potencial. Eu acredito que você possa realmente conquistar seu sonho.
-Não é um sonho, é um objetivo.- Me aprontei a dizer.-Você sabe a diferença? -Perguntei a ele.
-Não exatamente...-Ele me olhava estranhamente mas com um ar contente, agora parecia querer saber o que eu pensava.
-Sonhos não se realizam, só são almejados,já os objetivos, esses sim se tornam reias.
-Então, devo corrigi-lo. Você quer realizar um sonho.-Frizava bem a última palavra - E talvez possa ser o primeiro a mostrar que sonhos também podem ser alcançados assim como objetivos.
Eu me calei. Era verdade, a escala em que meu objetivo se encontrava, assumia papel de sonho. Um sonho o qual estava determinado a tornar real.
-Você está certo. -Eu sorria, apesar de levemente ferido.Ele também sorria. Então me ajudava a andar.
-Aliás, conheço sempre as pessoas ao contrário...-Eu ria comigo mesmo- qual seu nome?
-Spark.
Ele terminava sua frase apenas com seu nome, afinal já sabia o meu.
-Hum, e o que vou falar pra minha mãe quando chegar em casa todo arrebentado assim?
Ele me examinava.
-Ué, fala que caiu de bicicleta. - Ambos rimos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Capítulo 4 -O portador da presença.

Lá estava ele.
Sentado de frente ao rio como sempre, ao notar minha presença, virava e sorria.
Eu parava de correr, e ofegante, olhava para os lados, não poderia ter imaginado tal sensação, tinha certeza que havia alguém...alguém diferente.
-Algum problema?- Nonel se levantava, e andava em minha direção.
-Sr.Nonel, senti uma presença, a mesma que senti ontem, achei que tivesse alguém aqui...

Ele colocava a mão sobre minha cabeça e dizia:
-Não é nada demais, como eu já disse.
-Mas...

Nick e Diana apareciam correndo.
-Lenon o que houve...???
-Nada... pensei que estava acontecendo algo.

Fechava a cara, estava frustrado, achei que estava aprendendo a sentir a presença das pessoas.
Retomava minha expressão normal com um pouco de esforço e apresentava Sr.Nonel a eles, aquela tarde, passamos conversando, e ambos tiravam "dúvidas" sobre o que eu tinha dito a eles, sobre o poder oculto do homem, a conspiração,a organização, mas nem eu nem Sr.Nonel comentamos que eu poderia ser o filho de Lúcifer, Sr. Nonel falou para mim que eles me aceitariam do mesmo jeito, mas eu tinha receio, e pedi a ele que mantesse isso em segredo.
Nick pediu para treinar comigo, fiquei surpreso, mas fiquei ainda mais quando Nonel recusou, mas de uma forma tão sútil que nem ao menos Nick ficou revoltado ou insistiu mais, aquele homem transmitia uma sensação diferente, uma sensação de traquilidade, de que tudo estava bem.
Foi quando notei, que eu conseguia sentir presenças sim, não era loucura minha, afinal conseguia sentir Nick e Diana e Sr.Nonel, notava também que a presença de Nonel era totalmente diferente de meus dois amigos, realmente não sabia explicar, mas transmitia uma sinceridade incondicional,mas agora sabia que hoje e ontem tinha sentido uma outra presença. Será que havia alguém nos vigiando?

Estava escurecendo, todos voltávamos para sua respectiva casa. Eu seguia por uma rua, com prédios e comércios fechados, andando mais três quadras, chegaria em minha casa, era uma quarta-feira,as ruas estavam assustadoramente vazias.
Um vulto de uma pessoa vinha em minha direção no outro lado da rua, eu seguia com normalidade, até que percebi, que era aquela presença. Aquele vulto possuia a presença que senti durante esses dias. Meu coração disparou. Eu mudava de rota, virava à esquerda, e apertava os passos, olhei para trás, para ver se ele me seguia, mas não, tornei a olhar para frente, eu estagnei. O portador da presença estava bem diante de meus olhos.
Era um Homem Alto, forte, cabelos castanhos bagunçados até os ombros. Notava-se pequenas cicratizes por quase todo o corpo, seu olhos profundos cor de mel olharam em direção ao meus. Minha respiração acelerou, não conseguia mover minhas pernas para correr.
-Olá Lenon.

Era a terceira pessoa que me chamava pelo nome sem que eu conhecesse, sendo que um deles tentou me matar.Talvez tivesse 50% de chance desse também querer...

Eu respirei fundo. E então consegui correr. Quase tropeçando, olhava para trás, e ele permanecia ali parado.
Quando começou a correr. Sua velocidade era incrivél, em instantes já havia me alcançado.
-O que você quer? - Eu gritava assustado.
Ele parou e me olhou dos pés a cabeça.
-Andei te observando...
Desferia um soco contra mim, o qual consegui me esquivar jogando o corpo para o lado.
O que despertou um sorriso em sua face.
-Isso não é o bastante.
Ele dizia isso, andando novamente em minha direção.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Capítulo 3-Sensação

Com o passar dos dias,eu e Sr.Nonel combinavámos, e ele me treinava tanto psicológicamente, com espécies de meditações, como físicamente, com diversos exercícios.
Sempre de tarde, nas margens do rio de minha cidade,que fica bem longe do centro urbano, o local formava um campo que possuia gramas em um tom de verde muito vivo ao redor, belas árvores formavam um bosque. Nonel me treinava sem imperialidade,um tratamento entre amigos, não de mestre e aprendiz,e eu fazia todos os exercícios com muito prazer, mesmo que fosse duro e exaustivo.
Nossos treinos aconteciam depois das minhas aulas na escola.Depois de uma semana de treinamento, Nick e Diana me perguntaram o que eu andava fazendo depois das aulas, pois sempre saia com pressa e quase nunca mais os encontrei fora do período de aulas. Senti que eles tinham o direito de saber o que eu estava fazendo,afinal eram amigos, e passamos por momentos,que provou o valor dessa amizade.
Sentamos em um banco em baixo de uma árvore na praça,então lhes contei tudo, o que aconteceu, desda história que Nonel me contou, até que eu provavelmente tivesse um grande potencial quanto aos "poderes". Eu achei por alguns momentos, principalmente Nick, iam rir,desconfiar ou achar que eu estava obcecado, até mesmo insano.As coisas pelo que que passei, poderia ter me traumatizado causado essa minha "loucura". Mas não. Foi uma grande surpresa como eles encararam aquilo com tamanha seriedade. Eu conseguia ver nos olhos deles que eles não faziam aquilo só para não me contrariar e sim porque acreditavam. Levaram a sério cada palavra minha, cada explicação. Me senti tão bem ao ver que confiavam e mim e até me apoiavam, fiquei muito surpreso, mesmo que eles me considerassem um amigo de verdade, a história que eu contei soa de uma forma duvidosa e fantasiosa.
Os dois então me pediram para conhecer Sr.Nonel no dia seguinte, eu confirmei, mas disse que ia falar com ele primeiro.

Já estava na hora, corri até nosso ponto de treinamento. Lé estava ele, sentado a beira do rio,virava e sorria.
-Sr.Nonel, sabe meus amigos que eu falei, Nick e Diana? Eu contei o que estava acontecendo, eles aceitaram muito bem, mais do que eu mesmo esperava.
-Isso é muito bom... então tratam-se de amigos de verdade! Que horas eles virão amanhã?
Eu ia começar a falar, quando parei e pensei.
-Eu não disse que eles viriam aqui...
Ele corava e dava seu típico sorriso sem graça.
-Hahhahah eu imaginei que quisessem depois do que você disse a eles.
Por mais estranho que achasse, eu confiava nele e deixava passar essa "leitura de mente"ou conhecimento prévio do que havia falado com meus amigos...
-Mas bem, vamos ao treinamento? Apesar de não parecer, você está evoluindo muito rápido...só foi um mês de treinamento e parece que logo estará pronto para uma parte mais avançada dos treinos,talvez até a manipular com sua mente os objetos ao seu redor...
Eu ficava impressionado, manipular algo com a mente parecia tão distante, tão ficcionista, mas me lembro de que aquele homem fez com a face de meu professor, Nonel disse que ele havia manipulado o ar para causar uma fricção e calor e estourar a sua face.
-Puxa, então vamos logo, estou ansioso! Mal posso imaginar poder manipular esses poderes...
Começávamos a treinar.Basicamente um condicionamento físico e algumas horas de meditação.Era demais meditar, nunca achei que eu fosse fazer isso e dar certo, mas era como se entrasse em uma espécie de transe realmente, basta alguém instrui-lo corretamente.
Enquanto meditávamos, senti uma sensação estranha,como se houvesse mais alguém ali. Abri os olhos e levantei.
-O que foi Lenon? Assim seu treinamento não rende.
-Senti algo estranho...-Olhava ao redor. Só via árvores e o rio.
-Não tem nada demais, se tivesse eu saberia.
Apesar de meu receio, continuei a meditação.

No dia seguinte, eu Nick e Diana nos apressavámos para encontrarmos com Sr. Nonel,com brincadeiras, corríamos até o rio, mas mais uma vez sentia aquela mesma 'presença' que senti ontem enquanto meditava, e parecia vir do ponto de treinamento... começei a correr mais rápido, deixando Nick e Diana para trás, corria muito rápido, minha respiração ritmava, tentava chegar o quanto antes.
Cheguava até o ponto de treinamento.
Lá estava ele...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Capítulo 2 - Sr. Nonel.

Algumas semanas depois que aquele terrível homem tentou me matar, e assassinou meu professor, as coisas não pareciam as mesmas.Uma sensação a qual não sei descrever,pulsava dentro de mim, sentia uma sede de mudanças,até mesmo mudar mundo para melhor. Era um pensamento muito alto, até fantasioso,talvez um delírio... mas eu estava certo em fazer isso de alguma forma.

Comecei a correr na praia, a treinar mais meu corpo, fortalecendo-o e tomando um pouco mais de resistência, em algum lugar eu tinha visto que, para se ter a mente treinada, primeiro treina-se o corpo.(Fonte Original da frase: Fullmetal Alchemist.)
Certo dia em um de meus treinos, à tarde, um homem se aproximou, por mais que eu estivesse cismado com qualquer pessoa estranha que se aproximasse de mim, esse homem não me deixou com receio, ele me passava tranquilidade, aparentava ter uns 20 e poucos anos, cabelos longos e muito lisos e loiros, trajava roupas com tons brandos e o tecido parecia bem leve.
-Olá, Lenon.- Ele dizia em um tom sutíl ao chegar perto de mim.
Mais uma vez alguém que não conhecia me chamava pelo nome.
-Olá... como sabe meu nome?- Me adiantei a perguntar.
-Nos jornais, tem seu nome e sua foto. Estou muito intrigado com o que aconteceu com você.
Era verdade que depois daqueles fatos(o bêbado do beco e principalmente o do homem que me atacou e matou meu professor), reporteres e a polícia me fizeram muitas perguntas, mas eu sou menor de idade, acho não poderíam publicar meu nome nesses casos... Sem certeza disso, relevei e respondi.
-Imagine como eu me sinto então, deve imaginar como eu estou intrigado. Sabe alguma coisa sobre...o que está acontecendo?
-Sim. Bom, um pouco.
Eu parei. Realmente não esperava que me dissesse que soubesse, e se por ventura soubesse, achei que não revelaria seu conhecimento tão brevemente.Então esperei que ele mesmo se explicasse, logo ele voltou a falar.
-Lenon, você sobreviveu ao ataque desse homem que está ligado as outras mortes que os noticiários estão reportando, em todos esses ataques registrados, todos os jovens eram mortos, sem excessões,mas você, você sobreviveu.Você é diferente.
Apesar de tudo que ele falou, não respondeu o que estava acontecendo, mas o que ele falou eu não tinha notado antes, eu sobrevivi, quando em todos os outros casos, todos morreram.
-Mas o que é isso,sabe porque estão fazendo isso, leu que relatei que aquele homem parecia sobre-humano? Ele "estourou" a face de meu professor com um único movimento, sem armas, apenas com as próprias mãos!
-Acredita em um Criador de tudo Lenon?- Disse ele brando.
-Sim.
-Então vou lhe explicar basicamente quase tudo que sei...-Ele mostrou-se muito interessado em me contar...algo...mesmo "desviando" do assunto do que estava havendo- nós humanos, fomos criados a imagem dEle,o Criador, isso inclui também sua genialidade e seus poderes.Claro, que o poder de um homem não se compara nem um pouco com o dEle, porém, aqui entre os humanos,esse poder que temos dentro de nós, faz uma grande diferença. Nos não temos o poder de criar, apenas modificar, como tudo que o homem conquistou até agora....
-Peraí! Está tentando me dizer que o poder que aquele homem usou para matar, provém de nosso Criador!??
Ele parava.
- Não exatamente. Ele também é humano, e também é feito a imagem do Criador, porém, para conseguir alcançar esses poderes é preciso ter muita fé,e uma harmonia interior, acreditar em si mesmo e em um bem geral. Porém há uma... oposição...e foi ela quem influenciou para a liberação desse poder para o mal, além disso, fora que também os humanos tem livre-arbítrio.
-Então esse homem tinha controle desses poderes?
-Sim.E esse homem faz parte de uma espécie de organização, que desdo começo dos séculos vem influenciando a humanidade a seguir um caminho errônio, e estamos onde estamos, seguindo o mal exemplo.
-... - parava e pensava.- Porque ele queria me matar? E depois disse "Então é você?" sabe o que quer dizer?
- Bom, ele queria te matar, porque eles podem sentir que jovem vai ser capaz de manipular esses poderes,todos que estão matando é porque podem pressentir que esses são capazes de manifestar esses poderes, então, com medo de que esses possam se voltar contra eles, já estão se previnindo os matando... e também ..bom, eles estão procurando alguém..diferente, alguém que irá manipular esses poderes e muito bem.... bom...estão procurando...-ele hesitava- o filho de Lúcifer.

Eu pasmei, milhares de pensamentos vinham em minha cabeça, aquilo tudo parecia loucura, e pior, eu estava acreditando com todas minhas forças, cada palavra que saia da boca daquele homem pareciam uma verdade incontestável.Mas também, eu fazia parte disso, estava envolvido.
O primeiro pensamento que me veio,e que ficava bombardiando minha mente, tinha que perguntar.
-E eu... eu sou o filho de Lúcifer?
-Não sei. Dizem que o Filho de Lúcifer se manifestará logo, ele tem a faixa etária entre 10 a 18 anos, é quando as pessoas começam a definir suas personalidades, e quando manifestam se vão ou não manipular os "poderes".Esse ano, muitos jovens parecem estar prontos para manifestar esses poderes,e como eu disse eles no futuro podem querer atrapalhar os planos dessa organização, por isso como estão matando os jovens, e ao mesmo tempo, procurando o Filho de Lúcifer.
Eu estava inconformado,agora que estava tão animado e disposto, não queria ser esse filho, queria fazer o bem, mudar o mundo para melhor, não para pior.
-Supondo que eu seja filho dele, necessariamente eu terei de coperar com eles? Ou posso querer mudar o mundo para melhor?
-Suponho que caso seja ele, tenha tendências ao mal, mas se você quer mudar essa "natureza", isso, depende exclusivamente de você. -Ele responde com um olhar esperançoso.
-Quero mudar o mundo para melhor.
Ele esbanjou um belo sorriso.
-Então eu vou lhe ajudar.
-Aliás,qual seu nome?

-hum.. me chame de Sr. Nonel.
-Você é muito novo para eu te chamar de sr.!
Começamos a rir, e a partir de então que soube que realmente poderia mudar as coisas, estava certo de meu objetivo.Agora também supostamente sabia o que estava acontecendo no mundo. Mesmo que fosse o tal filho, eu tinha minha própria opinião.

Capítulo 0 -O Começo de um Belo dia Parte 2

Chovia.
Antes do homem atirar, eu ouvi sirenes, e então o via puxar o gatilho, tudo que pensava era para que aquilo não acontecesse, mas aí,ouvi o barulho do tiro,foram as últimas coisas que me lembro.

Tudo ficou branco. Ao invés de tudo ficar escuro como imaginava que seria quando morresse. Mas será que eu estava morto?

Me esforçava para sair de alguma maneira desse "lugar", desse vazio.
Parecia ver algo, era uma luz, uma luz simplória, não era nada como nos filmes, uma imensa luz intensa no final de um túnel.
Não estava morto.
Notava que estava de volta, a luz que via era uma lâmpada. Minha visão aos poucos se desembaçava,então olhava para os lados, estava em um hospital.
Passava a mão em meu rosto, estava intacto.Uma enfermeira que passava por meu quarto olhava para mim, e chamava o médico. Com a entrada dele, Nick e Diana vinham juntos.
O médico me examinava e em seguida dizia:
- Que susto que você passou não é garoto? Normal que tenha desmaiado, agora já está tudo bem, já pode ir para sua casa, coma alguma coisa chegando lá.Me contaram que é um garoto muito corajoso!
-Tudo bem...-Forçava um sorriso, pois ainda estava desorientado com o que havia ocorrido.
Nick e Diana sorriam, vestiam as mesmas roupas e ainda um pouco molhadas pela chuva, não devia ter passado muito tempo desdo incidente.
- Acho que seus amigo se encaregarão de contar o que se passou.-Disse o médico sorrindo.
Saindo do hospital, perguntava imediatamente o que havia ocorrido.
Diana sorria muito olhando para mim, e Nick começava:
-Cara, você foi demais, muito corajoso, eu...eu... não consegui fazer nada...- Ele abaixava a cabeça.
-Nick, eu também não sabia o que fazer, agi mais por impulso, era uma situação muito difícil...Mas me contem, eu vi o homem puxando o gatilho, o que houve afinal?
-E puxou.-fizemos um breve silêncio- Acham que a arama picotou. Mas eu e Diana ouvimos um barulho forte, como se o tiro tivesse saído.
-É, eu também ouvi...
-Nick e Diana se entre olhavam, acanhados, lembrando de tal momento.
-Mas só houve o barulho. E você desmaiou em seguida e o homem também. A polícia chegou quase que em seguida. Os moradores de perto do beco ouviram tiros e ligaram para a polícia. Prenderam o homem, não tinha ficha criminal, estava bêbado, e parece que tinha brigado com a mulher.
Eu estava muito pensativo com aquilo tudo, foi um susto e tanto.
-Obrigada Lenon, obrigada por me defender- Diana agredecia gentilmente a mim, retribui com um sorriso.
-E quanto ao Lúcio?- Me lembrei que ele também estava lá.
-Ele ficou parado o tempo todo, com aquele olhar dele...mas parecia muito perturbado com o inscidente. Ele é muito estranho.
E eu também achava,algo nele me chamava a atenção.
Cada um foi pra sua casa, contaríamos aos nossos pais o que houve, já sabíamos que seria um longo papo desesperado, ainda mais para a pobre Diana...

Bom, mas estava feliz por tudo ter dado certo. E mesmo com esse evento que poderia ter sido uma tragédia, eu descobri, que qualquer dia pode ser um belo dia."

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Capítulo -1 - O começo de um Belo Dia parte 1.

Chovia.
Voltava da escola, saia mais cedo do que as outros alunos,pois tinha acabado uma prova antes do resto da sala.
Andava pela chuva fina e intensa que abençoava esse dia,mas essa não ia ser a única bênção que ia receber nesse dia.

Ao outro lado da rua, estava a imensa igreja da minha cidade, era antiga, e muito bem detalhada com vidraças coloridas com imagens santas. Via alguém em sua porta, alguém que me chamava atenção por algum motivo. Tentava focar sua face, porém com a chuva e distância sua imagem tornava-se embaçada. Um ônibus passa pela rua, fazendo perde-lo de vista um instante, o suficiente para que ele suma.
Mesmo intrigado,continuava meu trajeto, quando ouço vozes em um beco, olhando,vejo que era Timor e seu amigo Mike, haviam faltado na escola, e pra minha surpresa ou não, estavam arrumando encrenca. Sua vítima era o aluno novo, Lúcio. Me aproximava, ouvindo a "conversa", eles estavam extorquindo dinheiro do novo aluno. Levo um susto,quando Nick e Diana aparecem atrás de mim, haviam terminado a prova, e tinha me encontrado. Sussuro o que estava acontecendo,decidimos então ajudar Lúcio.
-Timor, para com isso- Levanto a voz, entrando no beco junto com meus amigos.
-Qual é Lenon, não deveria estar na escola?!? Você não tem nada haver com isso.
Lúcio mantia um olhar de desprezo e nem sequer se movia.
-Só estamos pegando emprestando uma graninha com nosso amigo Lúcio aqui- Dizia Timor sarcasticamente seguido de risadas de Mike.
-Deixa o garoto em paz- Dizia Nick mostrando que estava em meu apoio.
-Vou deixar ele em paz então...
Ao término de suas palavras virava e desferia um soco em direção a Lúcio, o qual é defendido pelo mesmo.
Silêncio.Ninguém esperava por isso.
- Seu idiota! Acha que pode contra mim!?-Gritava Timor se preparando para outro golpe, o qual é impedido, pela chegada de um homem. Esse saia da parte escura do beco, roupas velhas,cabelos bagunçados e barba mal feita,ele cheirava a álcool.
-Olá moçada...- puxava de seu bolso um revólver, com um sorriso maroto.
- Que tal dar o dinheiro de vocês pro papai aqui?
Todos se entreolhavam assustados. Timor e Mike em um movimento de pânico, correm do beco, o homem bêbado sem hesitar atira, por sorte não atinge nenhum deles, que somem de nossas vistas, mas isso era muito ruim, mostrava que o homem não tinha medo de atirar em alguém. Lúcio continuava com seu olhar de desprezo e agora demonstrava um pouco de ódio.
-Opa opa, acho que vocês tem algo melhor que dinheiro-Olhava para Diana - quero essa belezinha que está aí.
Pensamentos passavam à tona em minha cabeça, não sabia o que fazer.
Meu coração acelerou.
O homem a puxava pelo braço, e um 'não' triplo soou pelo beco.
- Que bela moça... hum..- Passava a mão pelo rosto dela, ela tentava se livrar.
-Fica quieta! Ou vou acabar matando vocês!
Diana chorava, eu e Nick estavamos completamente sem ação enquanto Lúcio apesar de assutado, desviava o olhar, tentando ignorar o que poderia acontecer. Fechei os olhos e respirei fundo.
Ele começava a tirar a blusa de Diana, ela se remexia e lágrimas escorriam de seus olhos, Nick estava totalmente horrorizado e sem ação, mas esse foi o momento que juntei forças e parti pra cima daquele homem maldito, deixei meu desespero e medo de lado. Ao ver minha reação, ele empurrava ela para o lado com força, e apontava a arma em minha direção, e eu continuava a correr para cima dele sem hesitar. Ele atirou contra mim, outra vez, e mais outra.
Os tiros pareciam se deviar de mim, nenhum deles me acertou.
Pulei em cima dele, caímos no chão, sobre ele, desferi três socos em sua face, a boca dele sangrava, seu braço voltou de frente ao meu rosto. Estava de cara com a arma.Então, ele atirou.

[continua]

Nota do Autor.

Lenon a princípio é um garoto ,definido pelos padrões das pessoas,normal.Freqüenta a escola, sai com os amigos...
Mas seus pensamentos, fé, esperança e força de vontade fazem ele alcançar um "nível superior".
Por sua sede por fazer a diferença, e mudar a situação de um modo mundial,se torna tão forte que ele alcança esse tal nível.
O que seria esse nível superior? Nessa trama, baseei-me em uma teoria "minha".

Os seres humanos, são feitos a imagem e semelhança de seu Criador,isso inclui seu poder, claro que o poder do homem comparado a de seu Criador é extremamente insignificante, mas entre os mortais, esse poder faz toda a diferença. Mas essa dádiva não é alcançada por qualquer um, afinal a pessoa deve ter fé, e ser digna de manipular tais poderes,ter força de vontade muito forte, e estar seguindo um caminho de espiritualidade bom, que possa sentir-se bem e fazer o bem aos outros.
Esses "poderes" geralmente são alcançados na juventude, onde estamos formando nosso caráter e definindo como seremos pelo resto da vida.

A corrupção do mundo tem uma fonte, que começa logo no início dos tempos, Lúcifer. O primeiro Anjo feito pelo Ser Supremo, a perfeição implantada no Anjo foi tanta, que esse achou que poderia ser melhor que seu próprio Criador, e se voltou contra Ele.O Ser Supremo poderia elimina-lo a qualquer instante, mas não o fez, ele é tão bom, que não acreditava ser certo elimina-lo, além disso respeitou a opinião de Lúcifer, e desde então, ele tenta "secretamente" acabar com a criação do Criador (os humanos) para fazer a sua própria, e com ela mostrar que é melhor.
Lúcifer escolhe pessoas as quais tem capacidade de eliminar a criação sem recentimento, com frieza e sede de mudanças, essa "seleção" vai seguindo com os tempos, e aos poucos esses selecionados vão dando o exemplo a outros, que também começam a praticar o mal em busca de seu próprio bem estar, e assim o mundo do homem vai se corrompendo e se auto-destruindo.
Essa 'seleção' ou "organização" é refeita de tempos em tempos.
A era em que Lenon vive, uma era de mudanças, nota-se que começa haver uma 'resistência', pessoas que estão determinadas a mudar o mundo.E Lenon está entre eles.

Explicações

"O mundo tem um equilíbrio absoluto que é entre o bem e o mal.
Talvez pareça errado, mas um depende do outro. Se não houvesse morte, pra que viveríamos? Se não houvesse a sensação de frio, pra que nos aconchegaríamos em um lugar quente? Sem o mal, o bem não faria sentido.

Mas tem um limite. E ele está sendo quebrado. A ordem não está mais estabelecida, o mal a cada dia parece prevalecer em nosso mundo.
Isso ocorre porque o homem visa apenas seu próprio bem. Cada um de nós temos nossa parte boa e ruim,porém o homem está se deixando corromper pela parte ruim, para alcançar só o seu bem estar. Essa influência vem crescendo de séculos à séculos, é uma espécie de conspiração.
O homem segue o exemplo de outros, é uma linha, a ordem se adapta a dos antepassados, é uma herança exemplar.Assim como a química moderna provém do exemplo dos antigos alquimistas. O mal também está se herdando, e assim como as outras coisas, vai evoluindo.
As pessoas boas nesse mundo tem medo de se opor a esse mal, as conseqüências podem custar sua vida ou a vida de queridos por elas, então elas precisam de um bom exemplo.
E eu quero , e vou dar esse exemplo. "