sábado, 29 de novembro de 2008

Por quê.

E se eu dissesse que não existimos?
Parei para pensar, e olhei tudo a minha volta. O que define que tudo é tudo? Que cada coisa tem uma consistência, um formato, um movimento. Inanimadas ou não seguimos leis, que com o tempo o homem foi “desvendando-as”.
Química e física “explicam” essas leis, gravidade,velocidade,força,formas físicas,temperatura,consistência.... descobrimos átomos, moléculas, partículas....
Mas, como? Porque? Porque existem essas “leis”, porque cada coisa parece ter sua função nesse mundo, porque tudo se encaixa de certa forma. Nossa perfeição são as imperfeições! E todas elas regem em uma harmonia.
Parece tão ilógico e ao mesmo tempo parece tão lógico. Nossa realidade, seria mesmo real? Tudo isso, como funcionam as coisas, porque funcionam assim? Por mais que chegamos perto das respostas e adquirimos conhecimentos, mais dúvidas surgem, e mesmo que cheguemos a alguma resposta, eu pergunto por que é assim e não de outro jeito?
Pode parecer bobagem, mas é questão de ponto de vista de cada um. O mais incrível é que temos consciência, temos “liberdade” de pensamento, afinal eu estou questionando a “realidade”, porque sou capaz de fazer tal coisa? Podem estar acontecendo inúmeras reações químicas em meu cérebro agora, mas para chegar em tal pensamento não há em nenhuma lei. (e ainda pergunto porque essas reações são capazes de criar esses pensamentos, coisas imateriais, tão complexa...).
Não há resposta pra nada.
As coisas só parecem seguir um raciocínio, são feitas para que pareçam o mais real e racional possível, mas não são.
Por essas questões e por outras levam o homem a ter fé, e crer em um ser superior.
Eu creio. Talvez haja muitas pessoas que não, ou que tenha dúvidas, eu não tenha absolutamente nada contra, afinal vai de cada um crer em que quiser. Mas a palavra porque mostra que é difícil não ter nada legislando por toda essa perfeição que a “realidade” segue.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mudar

Mudar é preciso, por isso mudamos.
Sim, por mais que não pareça estamos mudando a todo instante, tanto fisicamente como mentalmente.
Mudamos nossos atos diante de determinadas situações, nos adaptamos a quem está presente, isso é fato, nos importamos com nossa imagem, queremos ser entendidos, queremos deixar nossa marca. Vou agir e falar de modo diferente com alguém que nunca vi, vou ser mas espontâneo e extrovertido quando estou diante de alguém que já passei mais tempo.
Mudamos e queremos mudar, queremos mudar a opinião dos outros, queremos que nos entendam. Ao nosso ponto de vista tudo o que fazemos é mais correto, por isso tentamos mostrar aos outros como é ser de tal jeito, às vezes alguns aceitam esse novo modo de ver, outras vezes não e provavelmente vão querer impor o ponto de vista dele.
Devemos respeitar, devemos refletir, devemos pensar.
Queremos reconhecimento, nem que seja apenas para alguém, para um grupo, ou para todos, assim muitas vezes mudamos para tentar deixar nossa característica, um modo de ser notado, e agradar quem queremos.
Não sei se estou tão cego em meu modo de ver, mas também acho que meus pensamentos são os mais ideais, então discordo de como o mundo se encontra, sou crítico quanto aos modos de governos, leis, sistemas, e ao modo que algumas pessoas agem. Meus pensamentos não concordam com o assassinato de uma vida, violência, egoísmo,preconceito, desrespeito.... não sei como pessoas tem tanta divergência de meus pensamentos, aquelas pessoas que praticam tal coisas. Como deve ser o pensamento dessa pessoa, ela é totalmente diferente, com um modo de pensar também totalmente diferente, que isso implica a ela que talvez meus pensamentos sejam errados e o dela certo. Se isso acontece, se sempre achamos que nosso modo de pensar é o mais correto, então nunca pensaremos igual e nunca entraremos em um acordo onde todos sejam beneficiados.

Se respeitássemos os outros de maneira extremamente rígida, e praticando o ideal para os outros, visando o bem dos outros,(que consequentemente também nos faz bem, mas não com tal vigor que citarei a diante) então se por exemplo, quisesse assistir um desenho na TV, e meu amigo a um jogo de futebol, então se visasse só o bem dele, eu o deixaria por no canal do jogo, mas se pelo mesmo motivo ele então deixaria que eu colocasse em no meu desenho, então entraríamos na mesma situação de que se eu quisesse por no desenho e ele no jogo. Foi um exemplo besta sim, mas foi para notar como o bem total também não leva a nada, como o mal total leva e muito pior, assim temos que estar em equilíbrio, isso é um paradoxo.
Mas então será que nunca chegaremos a perfeição? Não, não há como ser perfeito, isso não existe, mas então só devemos tentar alcançar a perfeição? Tentar chegar ao mais ideal possível? Por isso, mudar é preciso.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Sem limites.

Já temos tudo o que precisamos.
Temos todos os recursos em nós para alcançar as coisas que precisamos, nossas características,externas e internas, existem para que possamos alcançar e suprir nossas necessidades.
Alimentos, diversão, amizade,amor, frio,calor,medo,coragem, são exemplos do que sentimos e precisamos, e nós somos capazes de tê-los, uns quase que involuntariamente outros voluntariamente por necessidade ou não.
Reclamamos de muitas coisas, mas esquecemos que muitas pessoas tem muito mais dificuldade para alcançar algo do que nós. Todos somos capazes de tudo, mas certas características individuais ajudam ou atrapalham a alcançar certo objetivo. Devemos explorar nossas vantagens e “esquecer” nossas dificuldades por mais difícil que seja.
Nos sentimos limitados por nosso corpo, que é aquele que ocupa um lugar no espaço, a ferramenta de nossa mente para interação com os elementos externos. Às vezes ele nos limita, ou pelo menos nossa mente acha isso, assim com ela agindo de acordo com as desvantagens de nosso corpo, realmente o corpo nos limita.
Mas nossa mente é quem manda, por mais que nosso corpo seja limitado, nossa mente não é, e basta alcançarmos a sua supremacia, seu estado mais nobre, que seremos capazes de tudo, afinal, já temos tudo o que precisamos.

sábado, 15 de novembro de 2008

Juízo Final (I)

O vento aumentava a velocidade, e começava a trovejar, a cada segundo esperávamos uma gota de chuva, mas nada, o céu estava coberto por nuvens negras, trovoava e ventava, mas em nenhum instante choveu.
Todos na classe se apoiavam nas janelas olhando para o céu, e como os postes e toldos balançavam com o vento. Como em filmes as nuvens pareciam se abrir , em formato circular. De dentro desses “portais” saiam vultos humanóides com asas, eram muitos e não paravam de aparecer mais. Um dos homens na classe aumentava o volume de seu rádio e ouvíamos os noticiários sobre esse fenômeno, parecia estar acontecendo em todo o mundo. No rádio também dizia que as criaturas que saiam dos céus eram como demônios, e atacavam toda a população, o pânico era geral, e não havia nenhum sinal que tivesse antecedido tal acontecimento, eu me questionava se não havia tido algum sinal, acho que nós é que não nos demos conta.
O Professor orientava para todos se abaixarem, todos na sala já armavam uma espécie de barricada com as mesas e todos se escondiam atrás delas.Menos eu, permanecia em pé olhando pela janela. As feras desciam fulminantemente para as ruas atacando todos que estavam nela.
O rádio dizia que era o juízo final, determinaria o destino da humanidade.
Eu me virei, e andei até uma amiga minha, lhe pedi seu elástico de prender os cabelos, ela me deu, estranhando o pedido.Eu tinha cabelos um pouco abaixo dos ombros e com o elástico o prendi fazendo um rabo-de-cavalo, em seguida andei até a porta da sala, o professor gritou, me perguntava o que eu estava fazendo.
E eu lhe respondi:
-Vou lutar pelo que é nosso.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Livre-arbítrio

Há mistérios que talvez jamais sejam revelados.
Ultimamente um deles andou me intrigando, o acaso.
Já refleti um pouco sobre esse antes, mas agora tento enfocar outro ponto. Alguns o chamam de sorte, destino, já outros coincidência. Mas a questão é, como as coisas “decidem” acontecer de tal maneira e não de outra, porque quando lançamos um dado, ele pode cair várias vezes seguidas o mesmo número, quando outras vezes saem números totalmente diferente? Totalmente aleatório. A influência lógica de um lançamento de dado se enquadra nas leis da física, o lançamento do corpo em movimento, e ao parar uma face ficará pra cima e mostrará o número. A face que ficará para cima depende do modo que você lançou o dado, e quanto e como ele se moveu no ar antes de cair isso envolve cálculos. Mas cálculos sem resposta, porque seus fatores são aleatórios, não seguem um padrão, então para o cálculo podem ser inúmeros fatores diferentes a cada lançamento. Conhecemos isso como aleatório.
Mas até o aleatório segue algum critério para chegar em um resultado. Esse critério é desconhecido, mas existe, ele age sempre. O aleatório está constantemente acontecendo, o modo que é dividido seu DNA, a qualquer momento pode ocorrer uma falha, uma mutação. A movimentação no mundo, porque certas pessoas saem de suas casas tal horário e em um determinado instante no tempo estão em outro lugar, encontrando-se com outras que estão de forma “aleatória” no mesmo local... É um mistério. Parece que tudo é articulado para ser assim, parece haver uma ligação no mundo, nossas mentes e corpos parecem transmitir “ondas” uns entre os outros, entrando em um consenso e harmonia, determinando ações e fatos.
Será que fazemos o que realmente queremos? Será que realmente temos livre-arbítrio?