sábado, 15 de novembro de 2008

Juízo Final (I)

O vento aumentava a velocidade, e começava a trovejar, a cada segundo esperávamos uma gota de chuva, mas nada, o céu estava coberto por nuvens negras, trovoava e ventava, mas em nenhum instante choveu.
Todos na classe se apoiavam nas janelas olhando para o céu, e como os postes e toldos balançavam com o vento. Como em filmes as nuvens pareciam se abrir , em formato circular. De dentro desses “portais” saiam vultos humanóides com asas, eram muitos e não paravam de aparecer mais. Um dos homens na classe aumentava o volume de seu rádio e ouvíamos os noticiários sobre esse fenômeno, parecia estar acontecendo em todo o mundo. No rádio também dizia que as criaturas que saiam dos céus eram como demônios, e atacavam toda a população, o pânico era geral, e não havia nenhum sinal que tivesse antecedido tal acontecimento, eu me questionava se não havia tido algum sinal, acho que nós é que não nos demos conta.
O Professor orientava para todos se abaixarem, todos na sala já armavam uma espécie de barricada com as mesas e todos se escondiam atrás delas.Menos eu, permanecia em pé olhando pela janela. As feras desciam fulminantemente para as ruas atacando todos que estavam nela.
O rádio dizia que era o juízo final, determinaria o destino da humanidade.
Eu me virei, e andei até uma amiga minha, lhe pedi seu elástico de prender os cabelos, ela me deu, estranhando o pedido.Eu tinha cabelos um pouco abaixo dos ombros e com o elástico o prendi fazendo um rabo-de-cavalo, em seguida andei até a porta da sala, o professor gritou, me perguntava o que eu estava fazendo.
E eu lhe respondi:
-Vou lutar pelo que é nosso.

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